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quarta-feira, 15 de junho de 2016
quarta-feira, 2 de abril de 2014
O que é Clínica da Família?
Médico do bairro. No fundo, essa é a ideia da Clínica da Família. É a saúde regionalizada. Um morador da Penha pode ser atendido num hospital do Centro ou na UPA de Botafogo, por exemplo. Já a Clínica da Família atende só aos moradores da região em que fica.
Inicialmente, agentes de saúde percorrem a área abrangida pela Clínica, cadastrando moradores. Cada agente é responsável por um determinado grupo de famílias, para ter mesmo essa proximidade.
Em cada visita, ele já agenda consultas e exames. Agente e equipe médica vão atender sempre essa família. O paciente não vai precisar explicar o problema para alguém diferente a cada dia: é atendimento personalizado, até para os profissionais conhecerem o histórico dos pacientes e pensar a melhor solução.
Clínica da Família também é lugar para orientações sobre prevenção de doenças: lá é possível fazer exames laboratoriais, ultrassonografia, eletro, consultas médicas e dentárias, exame pré-natal, farmácia e vacinação, entre outros procedimentos.
Fonte: http://www.riosemprepresente.com.br/projetos/clinica-da-familia/
O que é?
O programa Cegonha Carioca garante o melhor cuidado para mãe e bebê, acompanhando do pré-natal até o parto, reduzindo a mortalidade materno-infantil. Mais de 74 mil moradoras da cidade deram à luz beneficiadas pelo Cegonha Carioca. Criado em 2011, atende desde setembro de 2012 em toda a cidade.
Funciona assim: as gestantes que realizam o pré-natal em uma unidade pública de saúde no município recebem o Passaporte Cegonha, em que fica registrada a maternidade onde terão seus bebês. As futuras mamães podem conhecer a maternidade com um(a) acompanhante, além de participar de ações educativas. Ao final da visita, a gestante ganha o Enxoval Cegonha. A visita à maternidade é agendada no 3º trimestre (entre o 7º e 9º meses) da gestação.
Nada de sufoco na hora de ter o bebê: a “quase mamãe” conta com o Transporte Cegonha, ambulância exclusiva que busca em casa e leva a grávida até a maternidade, onde é recebida por uma equipe treinada, que vai acompanhá-la durante toda a permanência na unidade.
Enxovais e Visitas
Por meio do programa, todas as gestantes que fazem o pré-natal em uma unidade pública de saúde no município do Rio de Janeiro ficam sabendo, antes do parto, em qual maternidade terão seus bebês e têm a oportunidade de visitar o local. Além de conhecer a maternidade, a futura mamãe, junto com um acompanhante, participa de ações educativas e, ao final da visita, recebe de presente o Enxoval Cegonha.
A visita da gestante à maternidade é agendada no 3º trimestre (entre o 7º, 8º e 9º meses) da gestação. No total, 19 maternidades fazem parte do programa (municipais, estaduais, federais e universitárias).
Como Participar?
Para participar do Cegonha Carioca, basta estar inscrita em um pré-natal do SUS no município do Rio, e ir a um Posto de Saúde, Clínica da Família ou outra unidade de saúde ligada ao programa.
Fonte: http://www.riosemprepresente.com.br/projetos/cegonha-carioca/
Fonte: http://www.riosemprepresente.com.br/projetos/cegonha-carioca/
segunda-feira, 29 de abril de 2013
Porém, já nessa época, a esposa de um embaixador inglês, Lady Mary, já havia associado que indivíduos saudáveis que recebiam, por vias cutâneas, o líquido oriundo do ferimento da doença de indivíduos adoecidos estavam imunes à varíola. Esse método foi chamado de variolação e foi bastante utilizado até o fim do século.
Também nesse mesmo século, o médico inglês Edward Jenner, após inúmeras observações, percebeu que pessoas que conviviam com vacas - inclusive as adoecidas pela varíola - e possuíam ferimentos tais como esses animais, não eram contagiados. Assim, injetou o pus dessas vacas em um menino saudável e, tempos depois, apesar das reações adversas, foi inoculado com a varíola humana e não adoeceu.
Assim, continuou esse procedimento em várias pessoas, retirando o pus dos adoecidos e transferindo para as pessoas, como forma de prevenir a moléstia. Anos depois, inoculou no garoto que participou de seu primeiro experimento e em mais duas pessoas e ambos continuaram imunes.
Em sua publicação, que deu origem ao nome “vacina”, Jenner usou o termo “varíola da vaca” em latim: "variola vaccinae” que, com o tempo, acabou popularizado o termo “inoculação da vacina”, tal como a própria técnica (lembre-se de quantas vítimas dessa doença iam a óbito até então). O sucesso foi tanto que, em 1805, Napoleão Bonaparte obrigou que todos seus soldados fossem vacinados, o que gerou alguns conflitos.
Um conflito mais recente, e que é estudado nas aulas de História do Brasil, também por questões parecidas, foi a “Revolta da Vacina”, que ocorreu em 1904 no Rio de Janeiro, uma tentativa do então presidente, Rodrigues Alves, juntamente com o prefeito Pereira Passos e o médico Oswaldo Cruz, de executar uma grande empreitada sanitária, como forma de “modernizar” e higienizar a região.
Esse projeto consistia em, além de retirar as pessoas das ruas, levantar guerra a mosquitos, ratos e outros animais “maléficos”, também obrigar a população inteira a vacinar contra a varíola, criando, inclusive, a Lei da Vacina Obrigatória, em 31 de outubro de 1904. A reação popular foi extrema: pedradas, protestos, incêndios, dentre outras formas de revolta, que fizeram com que o governo revisse a obrigatoriedade.
Atualmente a varíola é considerada uma doença erradicada, mas, entretanto, há muitas controvérsias entre o uso ou não de vacinas. Alguns médicos alegam que a melhoria das condições de vida das pessoas, incluindo aí o saneamento básico de qualidade e boas condições de alimentação, poderia causar tanto efeito contra estas doenças quanto com o uso de vacinas.
Por Mariana Araguaia
Equipe Brasil Escola
Compilado por Enf. Reinaldo Faria de Soares.
quinta-feira, 11 de abril de 2013
quinta-feira, 4 de abril de 2013
Segundo Torres 2005, o termo dengue é derivado da frase swahili "ki dengu pepo", que descreve os taques causados por maus espíritos e, inicialmente, usado para descrever enfermidade que acometeu ingleses durante epidemia, que afetou as Índias Ocidentais Espanholas em 1927-1928. Foi trazida para o continente americano a partir do Velho Mundo, com a colonização no final do século XVIII. Entretanto, não é possível afirmar, pelos registros históricos, que as epidemias foram causadas pelos vírus da dengue, visto que seus sintomas são similares aos de várias outras infecções, em especial, a febre amarela.
Dengue é a enfermidade causada pelo vírus da dengue, um arbovírus da família Flaviviridae, gênero Flavivírus, que inclui quatro tipos imunológicos: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4. A infecção por um deles dá proteção permanente para o mesmo sorotipo e imunidade parcial e temporária contra os outros três.
A dengue tem, como hospedeiro vertebrado, o homem e outros primatas, mas somente o primeiro apresenta manifestação clínica da infecção e período de viremia de aproximadamente sete dias. Nos demais primatas, a viremia é baixa e de curta duração.
Transmissão e Vetores
A transmissão se faz pela picada do mosquito fêmea do Aedes aegypti/albopictus (no Brasil, ocorre com maior frequencia o primeiro), pois o macho se alimenta apenas de seiva de plantas. Após um repasto de sangue infectado, o mosquito está apto a transmitir o vírus, depois de 8 a 12 dias de incubação extrínseca.
Progressão e sintomas
O período de incubação é de três a quinze dias após a picada. Dissemina-se pelo sangue. Os sintomas iniciais são inespecíficos como febre alta (normalmente entre 38° e 40 °C) de início abrupto, mal-estar, pouco apetite, cefaleias, dores musculares e nos olhos. No caso da hemorrágica, após a febre baixar pode provocar gengivorragias e sangramento do nariz, hemorragias internas e coagulação intravascular disseminada, com danos e enfartes em vários órgãos, que são potencialmente mortais. Ocorre freqüentemente também hepatite e por vezes choque mortal devido às hemorragias abundantes para cavidades internas do corpo. Há ainda petéquias (manchas vermelhas na pele), e dores agudas das costas.
Diagnóstico
O diagnóstico é feito clinicamente. As pessoas em áreas endêmicas que têm sintomas como febre alta devem consultar um médico para fazer análises sendo que o diagnóstico normalmente é feito por isolamento viral através de inoculação de soro sanguíneo em culturas celulares ou por sorologia esse procedimento é essencial para saber se o paciente é portador do vírus da dengue.
A definição da Organização Mundial de Saúde de febre hemorrágica de dengue tem sido usada desde 1975. Todos os quatro critérios devem ser preenchidos:
1. Febre
2. Tendência hemorrágica (teste de torniquete positivo, contusões espontâneas, sangramento da mucosa, vômito de sangue ou diarréia sanguinolenta)
3. Trombocitopenia (queda na contagem de plaquetas < 100.000.)
4. Evidência de vazamento plasmático (hematócrito mais de 20% maior do que o esperado ou queda no hematócrio de 20% ou mais da linha de base após fluido IV, derrame pleural, ascite, hipoproteinemia).
Tratamento
O paciente é aconselhado pelo médico a ficar em repouso e beber líquidos. É importante então evitar a automedicação, porque pode ser perigosa, já que a prescrição médica desaconselha usar remédios à base de ácido acetilsalicílico (AAS), como aspirina ou outros Antinflamatórios não-esteróides (AINEs) normalmente usados para febre, porque eles facilitam a hemorragia. Contudo, caso o nível de plaquetas desça abaixo do nível funcional mínimo (trombocitopenia) justifica-se a transfusão desses elementos e quanto a outros remédios para a cura, ainda não existem.
BIBLIOGRAFIA:
TORRES, Heric Martinez. Fiocruz, 2005. 344p.
http://enfermeiroreinaldo.no.comunidades.net/
terça-feira, 12 de março de 2013

A esquistossomose é causada por platelmintos da classe Trematoda.Estes ocorrem em diversas regiões do mundo, sendo que, no Brasil, o responsável pela doença é o Schistossoma mansoni. Este tem a espécie humana como hospedeiro definitivo, e caramujos de água doce do gênero Biomphalaria, como hospedeiros intermediários.
Pessoas contaminadas permitem com que outros indivíduos adquiram a doença ao liberar ovos do parasita em suas fezes e urina, quando estas são depositadas em rios, córregos e outros ambientes de água doce; ou quando chegam até estes locais pelas enxurradas.
Na água, a larvas - denominadas miracídios - são liberadas e só continuam seus ciclos de vida se alojarem-se caramujos do gênero Biomphalaria. Estes possuem como característica principal concha achatada nas laterais e de cor marrom acinzentada.
As larvas, agora denominadas cercárias, se desenvolvem e são liberadas na água. Em contato com a pele e mucosa humanas, penetram no organismo e podem causar inflamação, coceira e vermelhidão nessas regiões. Lá, desenvolvem-se, reproduzem-se e eliminam ovos a partir de veias do fígado e intestino, obstruindo-as.
Os sintomas, quando aparecem, surgem aproximadamente cinco semanas após o contato com as larvas.
- fase aguda(a mais comum), a doença se manifesta por meio de vermelhidão e coceira cutâneas, febre, fraqueza, náusea e vômito. O indivíduo pode, também, ter diarreias, alternadas ou não por constipações intestinais.
- fase crônica, fígado e baço podem aumentar de tamanho. Hemorragias, com liberação de sangue em vômitos e fezes, e aumento do abdome (barriga-d’água) são outras manifestações possíveis.
- diagnóstico é feito via exames de fezes em três coletas, onde se verifica a presença de ovos do verme; ou por biópsia da mucosa do final do intestino. Há também como diagnosticar verificando, em amostra sanguínea, a presença de anticorpos específicos.
- tratamento é feito com antiparasitários, geralmente em dose única.
A prevenção consiste em identificação e tratamento das pessoas adoecidas, saneamento básico, combate aos caramujos, e informação à população de risco. Evitar contato com água represada ou de enxurrada e usar roupas adequadas ao entrar em contato com água suspeita de estar infectada são medidas individuais necessárias.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
IMPRENSA RJ NOTÍCIAS
DIA MUNDIAL DE LUTA CONTRA A HANSENÍASE TERÁ AÇÕES NO ESTADO
27/01/2013 - 09:53h - Atualizado em 27/01/2013 - 10:01h
» Ascom da Secretaria de Saúde
» Ascom da Secretaria de Saúde
Serão distribuídos materiais informativos sobre a doença para conscientizar a população
No próximo dia 29 de janeiro é celebrado o Dia Mundial de Luta Contra a Hanseníase. Para lembrar a data e conscientizar a população sobre a doença, a Gerência de Dermatologia Sanitária (GDS) da Secretaria de Saúde está preparando uma série de ações no Estado do Rio de Janeiro.
Neste domingo (27/1), técnicos da secretaria participam do evento Ação Global, em São Gonçalo. Haverá distribuição de material informativo sobre a doença e estande pra tirar dúvidas. Na prxima terça-feira (29/1), a ação será na Estação Carioca do metrô, em parceria com o Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan).
Segundo dados preliminares de 2012, colhidos no último dia 7 de janeiro, foram detectados 1.366 novos casos no Estado do Rio de Janeiro. Houve melhora em comparação com os dados também preliminares levantados no mesmo período em 2012, referentes ao ano de 2011, quando foram registrados 1.496 novos casos.
- A hanseníase é amplamente conhecida por suas complicações neurais e curso desafiador, apesar de rotina terapêutica bem estabelecida. A fim de evitar o desenvolvimento de incapacidades físicas, ressaltamos o papel fundamental do diagnóstico precoce. Acreditamos que a informação é o melhor remédio para eliminarmos a hanseníase do nosso estado - afirmou a gerente de Dermatologia Sanitária, Kédman Trindade Mello.
A doença
A hanseníase é uma doença infecto-contagiosa crônica, que atinge, principalmente, as células cutâneas e células dos nervos periféricos, mas tem tratamento e cura. No entanto, sem o tratamento adequado, a doença pode evoluir para graves deformações em áreas do corpo, como o nariz e os dedos. Uma pessoa doente, que apresente a forma infectante da doença, e que esteja sem tratamento, poderá transmiti-la a outras pessoas suscetíveis com quem tenha contato direto e prolongado.
Assim que o tratamento é iniciado, o doente deixa de transmitir a doença. Uma vez iniciado o esquema de tratamento, o paciente deve ir ao serviço de saúde, mensalmente, tomar a dose supervisionada do medicamento e pegar as doses que tomará diariamente, em casa. O período de tratamento varia de seis meses a um ano.
Alguns dos sintomas da hanseníase são: manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas pelo corpo, diminuição da sensibilidade ao calor, à dor e ao tato; e caroços e inchaços pelo corpo.
sábado, 22 de dezembro de 2012
Art. 241 - A saúde é direito de todos e dever do Estado e do Município, através de sua promoção, proteção e recuperação.
Parágrafo único - O dever do Estado, garantido por adequada política social e econômica, não exclui o do indivíduo, da família e de instituições e empresas que produzam riscos ou danos à saúde do indivíduo ou da coletividade.
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
Antônio Sérgio da Silva Arouca
Nasceu em Ribeirão Preto aos 20 de Agosto de 1941. Faleceu aos 2 dias de Agosto de 2003. Foi médico, sanitarista e político brasileiro.
Como médico, como parlamentar ou como militante partidário, Arouca procurou debater e apresentar propostas associadas, predominantemente em questões das áreas de saúde e da ciência e tecnologia.
Falesceu aos 61 anos de câncer no intestino.
Sérgio Arouca formou-se pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP), em 1966. Como consultor da Organização Pan-americana de Saúde (OPAS), atuou em vários países, como México, Colômbia, Honduras, Costa Rica, Peru e Cuba.
Professor concursado da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) da Fiocruz, Arouca lecionou alguns anos, até ser convidado para trabalhar com o governo sandinista da Nicarágua. Nesse período, teve início sua ligação com o sistema de saúde cubano, que assessorou tanto na formação de recursos humanos quanto no desenvolvimento de programas assistenciais. Voltou ao Brasil em 1982, quando foi eleito chefe do Departamento de Planejamento da ENSP.
Em 1985 foi nomeado presidente da Fiocruz e, durante sua gestão, a instituição recuperou o prestígio no campo da pesquisa científica e do desenvolvimento tecnológico, tornando-se uma instituição de ponta na formulação e discussão da política de saúde. Como presidente da Fiocruz, foi o responsável pela reintegração dos dez cientistas cassados pela ditadura militar. Ocupou a presidência da instituição até abril de 1988, quando exonerou-se, a pedido, para concorrer como vice-presidente da República na chapa do PCB, com Roberto Freire.
Aberto ao diálogo, colocou em pauta temas considerados novos no fim do século XX, entre os quais a biossegurança e o fenômeno da violência como uma epidemia mundial. Também discutiu questões ligadas à gestão da saúde pública, como a recusa à comercialização do sangue e a defesa do serviço e do servidor público.
Por toda a sua produção científica e a liderança conquistada na construção do Sistema Único de Saúde (SUS), Arouca virou uma referência mundial. http://bvsarouca.icict.fiocruz.br/
O conceito que define saúde como a melhoria das condições de vida da população, constituído nos alicerces da Reforma Sanitária, foi o pano de fundo da atuação de Sergio Arouca como sanitarista. Ele lutou pela universalização da saúde e foi presidente da 8ª Conferência Nacional de Saúde, a primeira que contou com grande participação popular. Com esse espírito inovador, Arouca apoiou projetos na área de medicina preventiva, numa época em que esse novo olhar para a saúde ainda não estava consolidado. Como atuante na luta pela redemocratização no país, optou por democratizar seus conhecimentos, no papel de professor de política de saúde. Assumiu a presidência da Fiocruz com o mesmo entusiasmo com o qual defendeu cargos nas três esferas de governo, privilegiando a prevenção e a democratização.
Biblioteca virtual Sérgio Arouca.http://bvsarouca.icict.fiocruz.br/











